Por: Dr. Braulio Ludovico | 10 março, 2026

A hemodiálise é um tratamento indicado e acompanhado pelo nefrologista com o objetivo de substituir parcialmente algumas funções dos rins, especialmente a filtragem do sangue e a retirada do excesso de líquidos do organismo.
Com o avanço da medicina renal, alguns pacientes também podem realizar modalidades de diálise em casa, desde que exista indicação médica, treinamento adequado e uma estrutura segura para o tratamento.
Para ajudar você a entender como funciona a hemodiálise, quem pode precisar do tratamento e quando procurar um nefrologista em São Paulo, preparamos este guia completo.
O que é a hemodiálise e quem precisa fazer?
A hemodiálise é um tratamento que substitui parcialmente o trabalho dos rins quando esses órgãos não conseguem filtrar o sangue adequadamente.
Os rins trabalham continuamente para eliminar toxinas, retirar o excesso de líquidos e ajudar no equilíbrio de substâncias como sódio, potássio e bicarbonato.
Quando uma doença renal provoca comprometimento importante dessas funções, o nefrologista pode indicar a hemodiálise de acordo com os sintomas, os exames e o estado clínico do paciente.
Quem precisa fazer hemodiálise?
A hemodiálise pode ser indicada para pessoas com insuficiência renal aguda ou doença renal crônica avançada, especialmente quando existe uma redução importante da Taxa de Filtração Glomerular (TFG).
Além dos resultados dos exames, o médico considera sinais e sintomas como:
- acúmulo de ureia e outras toxinas no sangue;
- náuseas e vômitos persistentes;
- inchaço difícil de controlar;
- falta de ar causada pelo excesso de líquidos;
- alterações graves nos níveis de potássio;
- acidose metabólica;
- redução importante da quantidade de urina;
- confusão mental, sonolência ou outros sintomas urêmicos.
A indicação da hemodiálise não depende somente de um valor isolado da TFG ou da creatinina. A decisão deve ser individualizada e realizada pelo nefrologista.
Entenda também o que significam os resultados dos exames de creatinina e filtração renal.
Como a hemodiálise funciona?
A hemodiálise funciona como um sistema de filtragem artificial. Durante o tratamento, o sangue sai temporariamente do organismo por meio de um acesso vascular, passa por um filtro chamado dialisador e retorna ao paciente.
Nesse processo, a máquina auxilia na retirada de toxinas, no controle do excesso de líquidos e no equilíbrio de determinadas substâncias presentes no sangue.
A hemodiálise pode ser realizada em uma clínica especializada ou, em situações selecionadas, no ambiente domiciliar.
Como é realizada uma sessão de hemodiálise?
A frequência e a duração das sessões variam conforme a condição clínica de cada paciente. Na modalidade convencional, é comum que o tratamento seja realizado três vezes por semana, com duração aproximada de quatro horas por sessão.
Veja as principais etapas do procedimento:
1. Preparação do paciente
Antes da sessão, o paciente é avaliado e pesado para que a equipe determine quanto líquido deverá ser retirado durante o tratamento.
Também são verificados sinais vitais, como pressão arterial, frequência cardíaca e temperatura.
2. Higienização e conexão do acesso vascular
O acesso vascular, que pode ser uma fístula arteriovenosa ou um cateter, é higienizado e conectado às linhas da máquina de hemodiálise.
Essa etapa deve seguir protocolos rigorosos para reduzir o risco de infecções.
3. Início da circulação do sangue
A máquina começa a bombear o sangue para fora do organismo em uma velocidade controlada.
Apenas uma pequena quantidade de sangue permanece fora do corpo durante o processo, circulando continuamente pelas linhas e pelo dialisador.
4. Filtragem contínua
O sangue passa pelo dialisador, onde ocorre a remoção de toxinas, o ajuste de determinadas substâncias e a retirada do excesso de líquidos.
Depois de filtrado, o sangue retorna ao organismo do paciente.
5. Monitoramento durante a sessão
Durante toda a hemodiálise, a equipe monitora a pressão arterial, o fluxo de sangue, o funcionamento do acesso vascular e os parâmetros da máquina.
Esse acompanhamento permite identificar e tratar rapidamente possíveis alterações, como queda de pressão, tontura, náuseas ou cãibras.
6. Finalização da hemodiálise
Ao final da sessão, o sangue que permanece nas linhas é devolvido ao paciente. Em seguida, o acesso vascular é desconectado e protegido.
O paciente é pesado novamente, passa por uma nova avaliação dos sinais vitais e recebe as orientações necessárias para o período entre as sessões.
Qual é o papel do dialisador?
O dialisador é uma das partes mais importantes da máquina de hemodiálise. Ele é formado por um cilindro que contém milhares de fibras finas e ocas.
Enquanto o sangue circula pelo interior dessas fibras, uma solução especial, chamada líquido de diálise, passa ao redor delas sem entrar em contato direto com o sangue.
Nesse processo, ocorrem principalmente dois mecanismos:
- difusão: toxinas e substâncias em excesso passam do sangue para o líquido de diálise;
- ultrafiltração: a máquina utiliza uma diferença de pressão para retirar o excesso de água acumulado no organismo.
Tipos de acesso utilizados na hemodiálise
O acesso vascular é essencial para que o sangue possa sair do organismo, passar pela máquina e retornar após a filtragem.
A escolha do tipo de acesso depende das condições clínicas do paciente e do planejamento realizado pela equipe médica.
Fístula arteriovenosa
A fístula arteriovenosa é criada por meio de um procedimento cirúrgico que conecta uma artéria a uma veia, geralmente no braço.
Essa ligação aumenta o fluxo de sangue na veia e permite que ela seja utilizada nas sessões de hemodiálise.
A fístula costuma ser considerada o acesso preferencial para tratamentos prolongados por apresentar boa durabilidade e menor risco de infecção quando comparada aos cateteres.
Após a cirurgia, é necessário aguardar algumas semanas ou meses para que a fístula amadureça e possa ser utilizada com segurança.
Cateter de longa permanência
O cateter de longa permanência pode ser utilizado quando o paciente precisa iniciar a diálise rapidamente ou quando não é possível confeccionar ou utilizar uma fístula.
O dispositivo é inserido em uma veia de grande calibre, geralmente na região do pescoço ou do tórax.
Esse tipo de acesso exige cuidados rigorosos com higiene, curativos e manipulação para reduzir o risco de infecções e outras complicações.
Hemodiálise domiciliar e hemodiafiltração são a mesma coisa?
Não. A hemodiálise domiciliar é uma modalidade em que o tratamento dialítico é realizado na residência do paciente, com equipamento apropriado, treinamento e acompanhamento da equipe especializada.
A hemodiafiltração, por sua vez, é uma técnica de diálise que combina mecanismos de difusão e convecção para remover substâncias do sangue.
Em determinadas situações, a hemodiafiltração pode ser realizada no ambiente domiciliar, mas isso depende da indicação médica, do equipamento disponível e das condições clínicas e estruturais de cada paciente.
Saiba mais sobre como a hemodiálise em casa pode impactar a rotina e a qualidade de vida.
Quando procurar um nefrologista em São Paulo?
A hemodiálise permite controlar complicações e manter a qualidade de vida de pessoas com comprometimento renal grave. Entretanto, nem todos os pacientes que apresentam uma doença nos rins precisarão realizar esse tratamento.
O acompanhamento precoce com um nefrologista em São Paulo pode ajudar a diagnosticar doenças renais, controlar fatores de risco e, em alguns casos, retardar a progressão da perda de função dos rins.
A avaliação é especialmente importante para pessoas que apresentam:
- diabetes;
- hipertensão arterial persistente;
- histórico familiar de doenças renais;
- inchaço constante nas pernas;
- urina com espuma persistente;
- sangue na urina;
- redução da quantidade de urina;
- creatinina acima do valor de referência;
- queda da taxa de filtração glomerular;
- alterações recorrentes nos exames de urina.
Conheça os principais exames renais que podem ser solicitados pelo nefrologista durante a investigação.
Principais perguntas sobre hemodiálise
1. A hemodiálise dói?
O processo de filtragem do sangue não costuma causar dor. O principal desconforto pode ocorrer durante a punção das agulhas na fístula, no início da sessão.
Alguns pacientes podem apresentar queda de pressão, tontura, náuseas ou cãibras durante o tratamento. Essas alterações são monitoradas e tratadas pela equipe responsável.
2. Quanto tempo dura uma sessão de hemodiálise?
Na hemodiálise convencional, as sessões geralmente duram cerca de quatro horas e são realizadas três vezes por semana.
No entanto, a frequência e a duração podem variar conforme a função renal residual, o peso, o volume de líquidos acumulado, os exames e as necessidades individuais do paciente.
3. É possível parar de fazer hemodiálise se os rins voltarem a funcionar?
Depende da causa da insuficiência renal.
Em alguns casos de insuficiência renal aguda, os rins podem recuperar parte ou toda a função, permitindo que a diálise seja suspensa após uma avaliação médica cuidadosa.
Na doença renal crônica avançada, a necessidade de diálise geralmente permanece, salvo quando existe recuperação suficiente da função renal ou quando o paciente realiza um transplante renal bem-sucedido.
4. Todo paciente em hemodiálise precisa fazer transplante renal?
Não. O transplante renal pode ser uma opção para determinados pacientes, mas a indicação depende da idade, das condições clínicas, da presença de outras doenças e da avaliação da equipe de transplante.
Algumas pessoas permanecem em tratamento dialítico por períodos prolongados e podem não ter indicação para transplante.
Para entender melhor essa possibilidade, veja também as diferenças entre diálise e transplante renal em São Paulo.
5. Onde encontrar tratamento de hemodiálise em São Paulo?
O tratamento deve ser realizado em um serviço especializado, com estrutura adequada, acompanhamento do nefrologista e equipe capacitada para atender possíveis intercorrências.
O Dr. Bráulio Ludovico acompanha pacientes com doenças renais e avalia individualmente a indicação de hemodiálise, hemodiafiltração e modalidades de tratamento domiciliar.
Como encontrar um nefrologista em São Paulo?
Se você apresenta alterações nos exames, sintomas de doença renal ou deseja avaliar formas de prevenir a progressão da perda de função dos rins, procure um nefrologista em São Paulo.
O Dr. Bráulio Ludovico realiza acompanhamento nefrológico e oferece atendimento domiciliar para pacientes que precisam receber cuidados médicos no conforto de casa.
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