Por: Dr. Braulio Ludovico | 10 março, 2026
Receber o diagnóstico de insuficiência renal costuma gerar muitas dúvidas e receios. No entanto, os avanços da medicina tornaram a hemodiálise um tratamento seguro e eficaz, capaz de preservar a saúde e melhorar a qualidade de vida de pacientes com perda da função dos rins.
Para pacientes que buscam hemodiálise em São Paulo, compreender como funciona esse tratamento e quando ele é indicado é fundamental para iniciar o acompanhamento adequado com um nefrologista.
Neste artigo, o Dr. Bráulio Ludovico, nefrologista em São Paulo, explica o que é a hemodiálise, como o procedimento funciona na prática e quais são as principais indicações clínicas.
O que é a hemodiálise?
A hemodiálise é uma terapia de substituição renal, indicada quando os rins deixam de conseguir filtrar adequadamente o sangue.
Normalmente, essa situação ocorre quando a função renal cai para cerca de 10% a 15% da capacidade normal, o que leva ao acúmulo de substâncias tóxicas no organismo, como:
- ureia
- creatinina
- potássio
Essas substâncias podem provocar complicações graves se não forem removidas.
Por isso, o acompanhamento médico e o monitoramento através de exames laboratoriais — especialmente o exame de creatinina — são fundamentais para avaliar a saúde renal e determinar o momento adequado para iniciar o tratamento.
Para entender melhor quando a terapia renal substitutiva se torna necessária, veja também:
👉 Diálise em São Paulo: quando ela se torna necessária
Como funciona a hemodiálise?
Durante a hemodiálise, o sangue do paciente é retirado do corpo, filtrado por um equipamento especializado e depois devolvido ao organismo.
Esse processo substitui parte das funções que normalmente seriam realizadas pelos rins.
Acesso vascular
Para que o sangue circule até a máquina de diálise, é necessário criar um acesso vascular.
Os principais tipos são:
- Fístula arteriovenosa (FAV) – considerada a opção mais segura e duradoura
- Cateter venoso – utilizado em situações específicas ou temporárias
A fístula arteriovenosa geralmente é a opção preferida, pois apresenta menor risco de infecção e maior durabilidade no tratamento.
Filtragem do sangue
O sangue passa por um equipamento chamado dialisador, também conhecido como “rim artificial”.
Nesse processo:
- toxinas são removidas
- excesso de líquidos é eliminado
- o equilíbrio químico do organismo é restabelecido
Monitoramento durante a sessão
Durante toda a sessão de hemodiálise, a equipe de saúde acompanha:
- pressão arterial
- fluxo sanguíneo
- equilíbrio de líquidos
Esse monitoramento é realizado por equipe de enfermagem especializada e pelo médico nefrologista, garantindo segurança durante o procedimento.
Quem precisa de hemodiálise?
A hemodiálise é indicada quando a perda da função renal é grave e irreversível, situação comum no estágio 5 da Doença Renal Crônica.
Ela também pode ser necessária em alguns casos de insuficiência renal aguda.
Entre as principais causas de falência dos rins estão:
- diabetes mellitus
- hipertensão arterial
- doenças renais hereditárias
- glomerulonefrites
No Brasil, uma das causas mais comuns de insuficiência renal é a nefropatia diabética, o que reforça a importância do controle do diabetes para preservar a saúde dos rins.
Sinais de alerta de insuficiência renal
Alguns sintomas podem indicar piora da função renal e necessidade de avaliação médica.
Entre os principais sinais de alerta estão:
- inchaço (edema) em pernas e rosto
- falta de ar
- cansaço intenso
- náuseas e perda de apetite
- alterações nos níveis de potássio
- aumento da creatinina nos exames
Ao perceber esses sintomas, é importante procurar avaliação com um nefrologista.
Hemodiálise em São Paulo: onde realizar o tratamento?
Para quem precisa de hemodiálise em São Paulo, a cidade conta com centros especializados em terapia renal substitutiva e tecnologias modernas para tratamento da insuficiência renal.
Entre as modalidades disponíveis está a hemodiafiltração (HDF), técnica que permite a remoção de moléculas maiores de toxinas e pode trazer benefícios clínicos em alguns pacientes.
O acompanhamento com um nefrologista em São Paulo é fundamental para definir o melhor plano terapêutico e adaptar o tratamento à rotina do paciente.
Saiba mais sobre essa modalidade:
👉 Hemodiafiltração: como funciona esse tratamento renal
Avenida 11 de Junho, 1070 – Sala 1405, Vila Clementino, São Paulo – SP
Perguntas Frequentes sobre hemodiálise
Quem faz hemodiálise pode levar uma vida normal?
Sim. Apesar de exigir disciplina e acompanhamento médico regular, muitos pacientes mantêm suas atividades profissionais, sociais e familiares.
O objetivo do tratamento é permitir que o paciente continue ativo e com qualidade de vida.
A hemodiálise causa dor?
O processo de filtragem do sangue não causa dor.
O único desconforto costuma ocorrer na punção do acesso vascular no início da sessão.
Eventuais sintomas como queda de pressão ou cãibras são monitorados pela equipe médica e tratados durante o procedimento.
Quanto tempo uma pessoa pode viver em diálise?
Com os avanços da medicina e acompanhamento adequado, muitos pacientes vivem décadas em tratamento dialítico.
A expectativa de vida depende de fatores como idade, condições clínicas e controle de doenças associadas.
É possível viajar fazendo hemodiálise?
Sim.
Pacientes podem realizar a chamada diálise de trânsito, realizando sessões em clínicas da cidade de destino durante uma viagem.
O ideal é sempre organizar o tratamento com antecedência para garantir continuidade da terapia.
A hemodiálise cura os rins?
Na insuficiência renal aguda, pode haver recuperação da função renal após tratamento adequado.
Na doença renal crônica avançada, a hemodiálise substitui a função dos rins de forma contínua ou funciona como ponte até o transplante renal.
Nefrologista em São Paulo — Dr. Bráulio Ludovico
Conteúdo revisado por:
Dr. Bráulio Ludovico
Médico Nefrologista
CRM-SP 100926
RQE 83396
Membro da Sociedade Brasileira de Nefrologia
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Nota Ética:
Este artigo possui caráter informativo. A medicina é individualizada e nenhuma leitura substitui a consulta presencial com um médico especialista.
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