Doença renal em estágio inicial: como o nefrologista pode ajudar

Por: Dr. Braulio Ludovico | 18 dezembro, 2025

Doença renal em estágio inicial: como o nefrologista pode ajudar

A doença renal crônica (DRC) em estágio inicial costuma ser silenciosa, mas pode trazer impactos importantes à saúde a longo prazo. Identificar a doença precocemente e realizar acompanhamento regular com um nefrologista pode reduzir complicações e permitir melhor controle clínico.
Neste artigo, explicamos de forma ética e baseada em evidências como o especialista em rim atua desde os primeiros sinais da doença e por que essa intervenção precoce é tão importante.

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O que é a doença renal em estágio inicial

A doença renal crônica é caracterizada pela perda progressiva da função dos rins. Nos estágios iniciais, a taxa de filtração glomerular (TFG) ainda se encontra relativamente preservada, mas já há sinais de lesão renal.
Segundo a National Kidney Foundation (NKF), os estágios 1 e 2 da DRC são marcados por:

  • TFG igual ou superior a 60 mL/min/1,73m²
  • Presença de albumina na urina
  • Alterações estruturais detectadas em exames de imagem

A identificação precoce oferece mais oportunidades de intervenção, conforme reforça a Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN).

Por que muitas pessoas não percebem os primeiros sinais

A doença renal inicial raramente causa sintomas evidentes. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), essa característica silenciosa faz com que muitos pacientes só recebam diagnóstico em fases avançadas.
Por isso, exames de rotina são fundamentais, especialmente para pessoas com fatores de risco:

  • Hipertensão arterial
  • Diabetes
  • Histórico familiar de doença renal
  • Doenças autoimunes
  • Uso prolongado de anti-inflamatórios

A avaliação médica regular permite identificar alterações discretas antes que se tornem mais graves.

O papel do nefrologista no diagnóstico precoce

O nefrologista realiza uma avaliação detalhada para identificar possíveis alterações. Isso inclui:

1. Anamnese e histórico clínico

O profissional investiga sintomas, medicamentos em uso e doenças associadas.
Segundo a SBN, o histórico clínico é essencial para identificar fatores que aceleram a progressão da doença.

2. Análise de exames laboratoriais

Exames frequentes incluem:

  • Creatinina
  • TFG
  • Exame de urina (especialmente albuminúria)
  • Ureia
  • Eletrólitos

Alterações discretas nesses exames podem indicar lesão renal precoce.

3. Exames de imagem

Ultrassom dos rins é um dos mais utilizados para avaliar forma, tamanho e possíveis alterações estruturais.

Esses dados permitem ao nefrologista montar um plano de acompanhamento individualizado.

Como o nefrologista ajuda a retardar a progressão da doença

Embora o curso da DRC varie entre os pacientes, há medidas baseadas em evidências que podem ajudar a desacelerar a progressão da doença. O nefrologista orienta sobre:

1. Controle rigoroso da pressão arterial

A American Heart Association (AHA) indica que hipertensão é um dos principais fatores de piora da DRC.
Ajustes de medicamentos e hábitos de vida podem ser necessários.

2. Manejo adequado do diabetes

A glicemia descontrolada aumenta o risco de danos renais.
A intervenção precoce auxilia no controle metabólico.

3. Uso cuidadoso de medicamentos

Alguns remédios podem prejudicar os rins quando utilizados de forma inadequada, especialmente anti-inflamatórios.
O nefrologista orienta alternativas seguras.

4. Ajustes nutricionais

Mudanças na dieta podem ajudar no equilíbrio de sódio, potássio e proteínas, conforme orientação profissional.

5. Identificação precoce de complicações

Acompanhamento frequente permite detectar alterações que exigem mudanças na conduta terapêutica.

Essas diretrizes são amplamente recomendadas pela NKF e pela SBN.

A importância das consultas regulares

Nos estágios iniciais, a frequência das consultas pode variar, mas o acompanhamento contínuo é fundamental. Ele permite:

  • Monitoramento da função renal
  • Discussão de resultados de exames
  • Revisão de medicamentos
  • Ajustes no plano terapêutico

A Resolução CFM nº 2.336/2023 reforça a importância de orientações claras, educativas e sem caráter promocional — especialmente quando envolve doenças crônicas.

Como prevenir a progressão da doença renal

Embora cada caso seja único, algumas práticas gerais são reconhecidas internacionalmente como protetoras:

  • Evitar excesso de sal
  • Manter hidratação adequada
  • Praticar atividade física regular
  • Monitorar glicemia e pressão arterial
  • Evitar automedicação
  • Realizar exames periódicos

A OMS reforça que hábitos de vida saudáveis estão diretamente associados à menor progressão de doenças crônicas.

A intervenção precoce é um dos fatores mais importantes no manejo da doença renal crônica. O nefrologista desempenha papel essencial desde os estágios iniciais, ajudando a identificar alterações discretas, orientar cuidados e monitorar a função renal com precisão.
O acompanhamento regular e responsável, aliado a hábitos saudáveis, contribui para retardar a progressão da doença e promover melhor qualidade de vida.

Quando procurar um nefrologista nos estágios iniciais da doença renal?

A doença renal em fase inicial muitas vezes não causa sintomas, mas já pode ser identificada por meio de exames simples. Pessoas com hipertensão, diabetes ou histórico familiar devem realizar acompanhamento regular com um nefrologista.

Agende uma avaliação com o Dr. Bráulio Ludovico, nefrologista em São Paulo, para análise de exames, orientação preventiva e acompanhamento individualizado desde os primeiros sinais de alteração renal.

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