Por: Dr. Braulio Ludovico | 10 março, 2026
Receber o diagnóstico de Doença Renal Crônica (DRC) pode gerar preocupação, mas é importante saber que a progressão da doença nem sempre é inevitável.
Com acompanhamento adequado e mudanças no estilo de vida, é possível preservar a função dos rins por muitos anos.
Em uma metrópole como São Paulo, onde o ritmo de vida acelerado, o estresse e a alimentação inadequada podem impactar a saúde, o acompanhamento com nefrologista é fundamental para controlar a doença.
Neste artigo, o Dr. Bráulio Ludovico, nefrologista em São Paulo, explica o que causa a progressão da doença renal crônica e quais estratégias ajudam a proteger os rins.
O que é a progressão da Doença Renal Crônica?
A Doença Renal Crônica é caracterizada pela perda gradual da capacidade dos rins de filtrar o sangue.
Esse processo geralmente acontece ao longo de anos e muitas vezes não apresenta sintomas nos estágios iniciais.
Se não houver acompanhamento médico e tratamento adequado, a função renal pode diminuir progressivamente até atingir estágios avançados, quando terapias substitutivas podem se tornar necessárias, como:
Saiba mais sobre quando esses tratamentos são indicados:
👉 Diálise em São Paulo: quando ela se torna necessária
No entanto, com diagnóstico precoce e tratamento adequado, muitos pacientes conseguem estabilizar a função renal por longos períodos.
Estratégias para evitar a progressão da doença renal crônica
O tratamento da DRC envolve diferentes fatores que ajudam a proteger os rins e reduzir a velocidade de progressão da doença.
Controle rigoroso do diabetes e da hipertensão
O diabetes e a hipertensão arterial são as duas principais causas de insuficiência renal no Brasil.
Manter a pressão arterial e os níveis de glicose bem controlados é essencial para evitar danos adicionais aos rins.
Esse controle ajuda a prevenir a chamada nefropatia diabética, uma das principais causas de falência renal.
Monitoramento da creatinina e da proteinúria
Exames laboratoriais são fundamentais para acompanhar a evolução da doença.
Os principais exames incluem:
- creatinina
- taxa de filtração glomerular (TFG)
- proteinúria
A presença de proteína na urina indica que o filtro renal pode estar comprometido.
O acompanhamento periódico permite ajustar medicamentos e tratamentos antes que a doença avance.
Ajustes na dieta e na hidratação
A alimentação também desempenha papel importante no controle da doença renal.
Uma dieta orientada pode incluir:
- redução de sódio
- controle da ingestão de proteínas
- diminuição de alimentos ultraprocessados
Em grandes cidades como São Paulo, onde o consumo de alimentos industrializados é elevado, esses cuidados são ainda mais importantes para evitar sobrecarga nos rins.
Uso de medicamentos nefroprotetores
Nos últimos anos, surgiram medicamentos capazes de retardar significativamente a progressão da doença renal crônica.
Entre eles estão classes como:
- inibidores de SGLT2
- bloqueadores do sistema renina-angiotensina
Esses medicamentos ajudam a proteger os rins e são frequentemente utilizados no tratamento da DRC sob orientação médica.
Quando a doença renal pode evoluir para diálise?
Em alguns casos, quando a função renal diminui de forma significativa, pode ser necessário iniciar terapias substitutivas.
Entre elas está a hemodiálise, utilizada quando os rins já não conseguem filtrar o sangue adequadamente.
Entenda como funciona esse tratamento:
👉 Hemodiálise em São Paulo: como funciona
O objetivo do tratamento nefrológico é retardar ao máximo essa progressão e manter a função renal pelo maior tempo possível.
Perguntas Frequentes sobre Doença Renal Crônica
É possível estacionar a doença renal no estágio 3?
Sim.
Com controle adequado da pressão arterial, dieta, medicação e acompanhamento médico regular, muitos pacientes permanecem no estágio 3 por muitos anos, sem progressão para diálise.
O estresse pode afetar a saúde dos rins?
De forma indireta, sim.
O estresse crônico pode aumentar a pressão arterial e descompensar o diabetes, fatores que contribuem para a progressão da doença renal.
Quem tem doença renal crônica pode tomar anti-inflamatórios?
O uso deve ser evitado.
Medicamentos como ibuprofeno e diclofenaco podem causar danos aos rins e provocar piora da função renal, especialmente em pacientes com DRC.
Beber muita água ajuda a curar a doença renal crônica?
Não.
A hidratação adequada é importante, mas não cura a doença renal crônica.
Em alguns casos mais avançados, o médico pode até recomendar controle da ingestão de líquidos.
Quando procurar um nefrologista em São Paulo?
É importante procurar um especialista quando existem fatores de risco como:
- diabetes
- hipertensão
- histórico familiar de doença renal
- alterações na creatinina
- presença de proteína na urina
O acompanhamento precoce pode ajudar a diagnosticar a doença antes que ocorram danos mais graves.
Conclusão: prevenir a progressão é possível
A Doença Renal Crônica não tem cura, mas pode ser controlada.
Com diagnóstico precoce, acompanhamento especializado e mudanças no estilo de vida, muitos pacientes conseguem manter a função renal estável por muitos anos.
Em São Paulo, o acompanhamento com nefrologista permite acesso a exames modernos, medicamentos atualizados e planejamento adequado do tratamento.
Doença renal crônica: agende avaliação com nefrologista em São Paulo
📍 O Dr. Bráulio Ludovico, nefrologista em São Paulo, atende na clínica localizada na
Avenida 11 de Junho, 1070 – Sala 1405, Ed. New Station – Vila Clementino, São Paulo – SP.
O acompanhamento especializado é fundamental para diagnosticar precocemente alterações nos rins, controlar a doença renal crônica e evitar a progressão para estágios mais graves.
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Nefrologista em São Paulo — Dr. Bráulio Ludovico
Dr. Bráulio Ludovico
Médico Nefrologista
CRM-SP 100926
RQE 83396
Membro da Sociedade Brasileira de Nefrologia
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Nota Ética:
Este artigo possui caráter informativo. A medicina é individualizada e nenhuma leitura substitui a consulta presencial com um médico especialista.
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