Por: Dr. Braulio Ludovico | 16 abril, 2025

Hemodiálise em São Paulo: quando é indicada e como funciona?
A hemodiálise é um tratamento muito comum em pacientes que sofrem com problemas renais.
Descubra para quais pessoas esse tipo de terapia é indicado, como ela funciona, os principais mitos sobre o tema e como escolher a clínica ideal para realizar a hemodiálise em São Paulo, se necessário.
O que é a hemodiálise?
A hemodiálise é um procedimento utilizado para limpar e filtrar o sangue, feito por um equipamento que realiza o trabalho que os rins já não conseguem fazer adequadamente.
O principal objetivo da hemodiálise é remover substâncias como ureia e creatinina que, em excesso, são prejudiciais à saúde. Com isso, a terapia ajuda a manter o equilíbrio de minerais e líquidos no organismo.
Como é feita a hemodiálise?
A hemodiálise é feita em sessões, que variam conforme a necessidade do paciente e a orientação de um nefrologista.
Nessas sessões, um acesso vascular é conectado ao paciente e ligado ao dialisador, uma espécie de filtro especial.
No interior do filtro, o sangue entra em contato com uma solução química conhecida como solução de diálise, responsável por ajudar a remover as impurezas do sangue.
Em um processo cíclico, o dialisador assume parte da função de filtragem dos rins, permitindo que o sangue do paciente mantenha níveis mais adequados de substâncias, líquidos e minerais.
Acesso vascular: fístula ou cateter?
Há duas maneiras principais de conectar o dialisador ao organismo do paciente: por meio de fístula ou cateter. Conheça melhor cada uma delas:
- Fístula arteriovenosa (FAV): consiste na união cirúrgica de uma artéria com uma veia, geralmente na região do braço. Esse tipo de acesso costuma ser o mais indicado para tratamentos prolongados, pois apresenta menor risco de infecção e maior durabilidade.
- Cateter de longa permanência (Permcath): utilizado quando o paciente precisa iniciar o tratamento com urgência ou enquanto a fístula ainda está sendo preparada.
Quem precisa fazer hemodiálise?
O tratamento de hemodiálise em São Paulo é indicado apenas para pessoas com doenças renais e com prescrição de um nefrologista responsável.
Conheça algumas das condições mais comuns que podem exigir diálise:
Doença renal crônica em estágio terminal
Pacientes com função renal muito reduzida, geralmente inferior a 15%, podem ter indicação para hemodiálise. Nesse caso, é comum que a pessoa esteja com doença renal crônica, ou DRC, em estágio 5.
Quando a condição chega a esse ponto de evolução, os rins perdem grande parte da capacidade de filtrar o sangue, fazendo com que o tratamento seja essencial para a manutenção da saúde e da qualidade de vida.
Insuficiência renal aguda
A insuficiência renal aguda é uma condição que pode comprometer temporariamente o bom funcionamento dos rins. Esse problema de saúde pode estar associado a infecções graves, traumas, intoxicações ou outras situações clínicas importantes.
Em alguns casos, até que a causa da insuficiência renal seja tratada, a hemodiálise pode ser recomendada para evitar a piora da saúde em virtude do acúmulo de toxinas no organismo.
Intoxicações e desequilíbrios graves
A terapia com hemodiálise em São Paulo também pode ser usada de maneira emergencial quando o organismo está sobrecarregado por substâncias tóxicas ou apresenta desequilíbrios graves.
Entre as principais situações estão o excesso de potássio no sangue e algumas intoxicações medicamentosas ou químicas.
Nesses casos, o objetivo é ajudar o corpo a eliminar substâncias prejudiciais e reduzir riscos graves, como arritmias cardíacas.
Desvendando mitos sobre a hemodiálise
Apesar de ser um tratamento bastante comum e seguro, ainda existem muitos mitos sobre a hemodiálise. Por isso, vamos esclarecer algumas das principais dúvidas sobre o tratamento:
“A hemodiálise dói?”
Não. O procedimento em si é indolor. O que geralmente pode causar desconforto é a punção das agulhas na fístula, semelhante ao que acontece em uma coleta de sangue.
“Não poderei mais viajar?”
Pacientes em hemodiálise em São Paulo podem viajar pelo Brasil e pelo mundo, desde que haja planejamento adequado.
Existe um sistema conhecido como “trânsito”, no qual as sessões são previamente agendadas em clínicas da cidade de destino, permitindo que o tratamento seja mantido durante a viagem.
“É um tratamento para o resto da vida?”
Nem sempre. Em alguns casos, a hemodiálise pode ser temporária, especialmente quando está relacionada à insuficiência renal aguda.
Em pacientes com doença renal crônica avançada, a hemodiálise pode ser uma forma de manter o organismo saudável enquanto se avaliam outras possibilidades terapêuticas, como o transplante renal.
A importância do nefrologista
O sucesso da hemodiálise também depende do acompanhamento de um nefrologista especialista em São Paulo.
Responsável pela gestão do tratamento, o especialista tem entre suas principais atribuições:
- Controle da pressão arterial: ajustes para evitar quedas de pressão durante a sessão e manter a estabilidade clínica do paciente.
- Manejo da anemia: acompanhamento e administração de medicamentos quando necessário para evitar quadros graves de anemia.
- Acompanhamento nutricional: orientação sobre ingestão adequada de líquidos, potássio, fósforo e outros nutrientes importantes durante o tratamento renal.
Se você ou um familiar recebeu a prescrição para tratamento renal, lembre-se: o apoio de um nefrologista em São Paulo qualificado é o primeiro passo para uma jornada mais segura.
Como fazer hemodiálise em São Paulo?
A cidade oferece uma grande variedade de clínicas especializadas em hemodiálise em São Paulo, o que pode favorecer a qualidade de vida e a rotina dos pacientes em tratamento renal.
Entre as clínicas de hemodiálise em São Paulo, está a do Dr. Bráulio Ludovico. Além de ambiente acolhedor e estrutura preparada para o atendimento renal, a clínica se destaca pelo acompanhamento individualizado.
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